segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ei Deus, me perdoa?



Ei Deus, me perdoa?
Eu sei que errei, e sei que não sou nada perante a Ti. Sei que os meus defeitos tantas vezes me desviam do teu caminho.. Mas também sei que ainda assim estás comigo.
Sei que não há nada em mim que faça com que eu mereça o teu amor, e sei que ainda que eu imagine por meses ou até mesmo anos o quão grande és tu, nunca chegarei ao real tamanho daquilo tudo que realmente representas e é.
Você já sabe de tudo o que eu vou fazer, tudo o que eu vou falar, tudo o que eu vou viver, mas mesmo assim, eu quero te dar o meu melhor todos os dias. O meu melhor e tudo o que eu sou...
Que teus olhos sorriam como o meu coração quando te tem mais perto, e que a minha alma cante a ti como os anjos que te cercam.. Que as minhas mãos sejam teu instrumento preferido, e as minhas palavras as mais doces aos teus ouvidos. Eu quero voltar aos teus braços.. Me perdoa?
Incondicionalmente, sinceramente, e da forma mais pura... Eu te amo!
Não existe outra razão além de ti.
" Morreu porque me amas. E eu vivo porque te amo."

domingo, 13 de junho de 2010

Sou só... Eu mesma.


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
                             (Clarice Lispector)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Não só à trabalho, por favor!


Porque se você não ama, pode até continuar vivendo, mas a sua existência provavelmente vai ser inútil , e então você pode passar a ser como tantos outros que estão aqui para... Nada. Ou só a trabalho.
As desculpas de que você foi ferido passam a não valer mais, porque eu sei que lembrar é fácil pra quem tem memória.. Só que esquecer é difícil pra quem tem coração. E por mais que o seu coração seja do tamanho do mundo, igualmente a dor que você teve que sentir, o tempo passa tirando a dor do centro das atenções, trazendo consigo um novo alguém.. E o coração se renova, ou finge que foi renovado, pelo tempo que você tiver quem amar. Mas se não houver quem amar, pelo tempo que você sonhar.. Porque não só do coração vem o amor, mais de toda a doçura que sai do teu pensamento.
Mais cuidado com o que te passa pela cabeça... Cada palavra pode ter como direção o teu coração, que refletirá fielmente a real imagem do seu interior.

terça-feira, 8 de junho de 2010

À minha realidade atual.


Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou.
À ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - é para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou - é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. E para lá que eu vou.
Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra "tertúlia" e não sei aonde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois - depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio.
Não sei sobre o que estou falando. Estou falando de nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome.
É para o meu pobre nome que vou.
E de lá volto para chamar o nome do ser amado e dos filhos. Eles me responderão. Enfim terei uma resposta. Que resposta? A do amor. Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.
À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo.
Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto.
Oh, cachorro, cadê tua alma? está à beira de teu corpo? Eu estou à beira de meu corpo. E feneço lentamente.
Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós. (Clarice Lispector)

domingo, 6 de junho de 2010

Peço à lua.


Não importa onde você está, nem o que está fazendo neste momento. O que importa é que saiba que, em cada instante da minha vida, pensei em você; que mesmo sem te conhecer, cada passo no meu caminho tem sido pra chegar a você e a cada manhã abro os olhos com a esperança de te encontrar.
Cedo ou tarde você vai chegar.
Não importa o que você tenha vivido antes de mim. O que importa é que, mesmo sem nos conhecermos, o amor já existe em mim, que minhas lágrimas por fim vão chegar ao seu objetivo, porque só de saber que você existe, você me faz viver.
E a cada noite peço à Lua que o guie pela vida, para que você chegue logo a mim. (Dulce Maria)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

P.S.


Se eu perder o meu talento, ou não ter mais o que escrever: sinta-se culpado, pois não quero falar de você.
PS: Deixo claro que costumo detestar rimas. E a culpa é sua. De novo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Só não se preocupe comigo


Acredito que já tenho frieza o suficiente para ir embora. E eu sinceramente queria que fosse verdade e que eu realmente tivesse que partir, e pudesse sentir tudo pronto para assumir uma outra vida, em outra cidade...
Porque eu não sei mais como me sentir aqui. Esses jogos já não são tão divertidos, e eu gosto ainda menos de ter que dividir o que eu, no fundo, sei que é meu.
Eu queria sumir, ter um tempo sozinha, e sentir que o mar de que tanto falo, de que tanto sonho, é meu, ao menos por dez minutos, ou cinco segundos...
Eu também preciso respirar, e não é por acaso que me têm notado diferente.
Eu estou diferente, e isso é ruim, me tornei fria demais, e ao mesmo tempo, sensível demais. Eu sou estranhamente diferente do que realmente sou, e nem eu sei porque razão isso acontece logo agora.
Eu não quero que por onde eu passar eu deixe alguma marca, ao menos não agora. Eu só queria estar sozinha fisicamente, do mesmo jeito que estou internamente.
Com o perdão de quem se importa, acabo de me abandonar, e sinceramente, talvez seria bom que façam o mesmo.
Só peço que por favor, não se preocupe comigo.